domingo, 9 de janeiro de 2011

COMENTÁRIOS E GABARITO II

Questão 6

Letra E


“Ou funciona mal.” A conjunção “ou” expressa alternância.


Questão 7

Letra D

A supressão de um termo que pode ser facilmente subentendido pelo contexto linguístico ou pela situação é denominada de elipse. No trecho em análise, o termo “voz” está implícito na ocorrência “Desafina, resmunda, rosna”. A elipse , neste caso, é um recurso de coesão textual e evita que haja a repetição desnecessária de termos.
Observe o trecho:
“Também na vida cotidiana aquela velhíssima voz do instinto, voz das nossas entranhas, deixou de funcionar. Ou funciona mal. Desafina, resmunga, rosna.”
1- Sujeito: “Aquela velhíssima voz do instindo”
2- Aquela: adjunto adnominal
3- Velhíssima: adjunto adnominal
4- Voz: núcleo do sujeito.
5- Do instindo: adjunto adnominal.


Questão 8

Letra C

O texto “A praga moderna” é argumentativo, por apresentar tese e argumentos.

Questão 9


Letra B



Observe o exemplo:
Alguma energia há de ter nessa casa.

Energia alguma há de ter nessa casa.


Questão 10

Letra D

“Dona” é um vocativo. Esse elemento sintático caracteriza-se por estar isolado na oração e por ser utilizado para “chamar”, “invocar”.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

COMENTÁRIOS E GABARITO

Questão 1
O título é uma espécie de pista sobre o assunto que será abordado no texto. É importante lembrar que a leitura não se inicia somente quando começamos a ler a primeira linha do primeiro parágrafo, na verdade, ela começa previamente quando observamos a estrutura do texto, o título, a fonte, ausência ou presença de imagens. Todos esses elementos ,que compõem o texto, dão indicativos de leitura prévia ao leitor, por isso fique atento a eles.
No caso do texto de Lya Luft, o título “A praga moderna” faz referência ao tema central “stress” discutido, analisado e problematizado pela autora do texto.


Questão 2
"Ser natural passou a não ser natural."
O paradoxo consiste em utilizar ideias opostas para expressar uma determinado pensamento. Neste caso, Lya Luft optou pela frase paradoxal para deixar claro que o homem tem feito escolhas que prejudicam a qualidade de vida, portanto a saúde. Ser natural - comum, igual aos outros, que segue os padrões - passou a não ser natural , porque esse estado de suposta naturalidade agride a qualidade de vida do homem.


Questão 3
Expressa PROPORCIONALIDADE. O nível de compromisso cresce PROPORCIONALMENTE ao nível de estresse. Aumenta o compromisso, aumenta também o estresse.


Questão 4
Apodrecer sofreu o processo de DERIVAÇÃO PARASSINTÉTICA. Esse processo de formação consiste no acréscimo de um prefixo e um sufixo ao radical, de modo a fazer com que a palavra não exista apenas com um ou com outro.
Exemplo: AMANHECER → A (prefixo) + MANH (radial) + ECER (sufixo).
Observe que não existe AMANH nem MANHECER.



Questão 5
Grau comparativo de inferioridade.
Estabelece uma relação de comparação entre as nossas pestes e as pestes medievais dizendo que “as nossas pestes” são MENOS tenebrosas QUE... as pestes medievais.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Retornando ao Blog.

PROVA ELABORADA PELO CETAP
PREFEITURA MUNICIPAL DE ANANINDEUA / PA
CARGO: Guarda Municipal

LÍNGUA PORTUGUESA

Leia o texto e responda as questões seguintes.

A praga moderna



Nossas pestes - que também as temos - podem ser
menos tenebrosas do que as medievais, que nos faziam
apodreceremvida. Mas, mesmo mais higiênicas, destroem. E se
multiplicam, na medida em que se multiplica o nosso stress. Ou
melhor: o stress é uma das modernas pragas. Quanto mais
naturebas estamos, mais longe da mãe natureza, que por sua
vez reclama e esperneia: tsunamis, tempestades, derretimento
de geleiras, clima destrambelhado. Ser natural passou a não ser
natural. Ser natural estáemgrave crise.
O bom mesmo é ser virtual - mas isso é assunto para
outra coluna, ou várias. Porque, se de um lado somos cada vez
mais cibernéticos e virtuais, de outro cultivamos amores
vampirescos, paixões por lobisomens, e somos fãs de
simpáticos bruxos em revoadas de vassouras. Mudaram, os
nossos ídolos. Não sei se para pior, mas certamente para bem
interessantes. Pois nosso lado contraditório é que nos torna
interessantes, em consultórios de psiquiatras, em textos de
ficcionistas. Também na vida cotidiana aquela velhíssima voz do
instinto, voz das nossas entranhas, deixou de funcionar. Ou
funciona mal. Desafina, resmunga, rosna. A gente não escuta
muita coisa quando, por acaso ou num esforço heroico,
consegue parar, calar a boca, as aflições e a barulheira ao redor.
O que somos mesmo, neste período pós-moderno de
que algumas pessoas tanto se orgulham, é estressados. Não
tem doença em que algum médico ou psiquiatra não sentencie,
depois de recitar os enigmáticos termos médicos: "E tem
também o stress". Para alguns, ele é, aliás, a raiz de todos os
males. Eu digo que é filho da nossa agitação obsessivocompulsiva.
Quanto mais compromissados, mais estressados: é
inevitável, pois as duas coisas andam juntas, gêmeas siamesas
da desgraça. Porque a gente trabalha demais, se cobra demais e
nos cobram demais, porque a gente não tem hora, não tem
tempo, não tem graça. Outro dia alguém medisse: "Dona, eu não
tenho nem o tempo de uma risada". Aquilo ficou em mim,
faquinha cravada no peito.
Um dos nossos mais detestáveis clichês é: "Não tenho
tempo". O que antes era coisa de maridos e de pais mortos de
cansaço e sem cabeça nem para lembrar data de aniversário dos
filhos (ou da mãe deles), agora também é privilégio de mulher.
De eficientes faxineiras a competentíssimas executivas,
passamos de nervosas a estressadas, stress daqueles de fazer
cair cabelo aos tufos.
Não sei se calvície feminina vai ser um dos preços
dessa nossa entrada a todo o vapor no mercado de trabalho -
pois ainda temos a casa, o marido, os filhos, a creche, o pediatra,
o ortodontista, a aula de dança ou de judô dos meninos, de inglês
ou de mandarim (que acho o máximo, "meu filhinho de 6 anos
estuda mandarim") -, mas a verdade é que o stress nos domina.
É nosso novo amante, novo rival da família e da curtição de todas
as boas coisas da vida.
Que pena. Houve uma época em que a gente resolvia,
meio às escondidas, dar uma descansadinha: 4 da tarde, a gente
deitada no sofá por dez minutos, pernas pra cima... e eis que, no
umbral da porta, mãos na cintura ou dedo em riste, lá apareciam
nossa mãe, avós, tias, dizendo com olhos arregalados:
"Como??? Quatro da tarde e você aí, de pernas pra cima, sem
fazer nada?".

Era preciso alguma energia para espantar os tais
fantasmas. Neste momento, porém, eles nem precisam agir:
todos nós, homens e mulheres, botamos nos ombros cruzes de
vários tamanhos, com prego ou sem prego, com ou sem coroa de
espinhos. São tantos os monstros, deveres, trânsito,
supermercado, dívidas e pressões, que - loucura das loucuras -
começamos a esquecer nossos bebês no carro. Saímos para
trabalhar e, quando voltamos, horas depois, lá está a tragédia
das tragédias, o fim da nossa vida: a criança, vítima não do calor,
dos vidros fechados, mas do nosso stress. Começo a ficar com
medo, não do destino, eterno culpado, não da vida nem dos
deuses, mas disso que, robotizados, estamos fazendo a nós
mesmos.

por Lya Luft
(Veja ed 2141, p28)


Questão 1


O título, "A praga moderna", faz referência:
A) ao vício de ser "natureba".
B) às tsunamis, tempestades e várias alterações climáticas.
C) ao mundo virtual.
D) ao stress.
E) à mudança de nossos ídolos.


Questão 2


Lya Luft, ao usar o paradoxo, "Ser natural passou a não ser
natural.", quis demonstrar:

A) a opção humana por atitudes que agridem a saúde.
B) que somente a virtualidade traz respostas nestes tempos.
C) que o homem estáemequilíbrio graças à natureza.
D) que a natureza está se vingando do homem.
E) que, na Idade Média, não havia doenças psicológicas

Questão 3


Em: "Quanto mais compromissados, mais estressados. . .",
estabeleceu-se uma relação de:
A) adição.
B) proporcionalidade.
C) causa
D) tempo.
E) fim.

Questão 4


"Derivação é o processo pelo qual a partir de uma palavra se
formam outras, por meio do acréscimo de certos elementos que
lhe alterem o sentido primitivo ou lhe acrescentam um sentido
novo". O processo de derivação usado na palavra negritada em:
"... que nos faziam apodreceremvida" foi:
A) prefixal.
B) sufixal.
C) parassintética.
D) prefixal e sufixal.
E) regressiva.

Questão 5



Em "Nossas pestes - que também as temos - podem ser menos
tenebrosas do que as medievais ", ocorre grau:
A) comparativo de igualdade.
B) comparativo de inferioridade.
C) comparativo de superioridade.
D) superlativo relativo de inferioridade.
E) superlativo absoluto sintético.


Questão 6


O fragmento que apresenta uma conjunção com idéia de
alternância é:
A) "Mas, mesmo mais higiênicas, destroem.".
B) "Porque a gente trabalha demais. . .".
C) "E tem também o stress".
D) "... se deumlado somos cada vez mais cibernéticos...".
E) "Ou funciona mal.".


Questão 7


A sequência de orações: "Desafina, resmunga, rosna." tem
como sujeito o vocábuloemelipse:
A) gente.
B) entranha.
C) instinto.
D) voz.
E) velhíssima.

Questão 8


É CORRETO afirmar sobre a estrutura do texto, em função dos
elementos argumentativos, que se trata de:
A) uma epístola.
B) uma resenha.
C) uma dissertação.
D) uma narração.
E) uma descrição.

Questão 09

Marque a alternativa em que ocorre mudança de sentido no
deslocamento do termo.
A) Nossas pestes/ pestes nossas.
B)Alguma energia/ energia alguma.
C) Nossa agitação/ agitação nossa.
D) Velhíssima voz/ voz velhíssima.
E) Heroico esforço/ esforço heroico.

Questão 10

"Dona, eu não tenho nem o tempo de uma risada." O termo em
negrito, sintaticamente, é:
A)umaposto.
B)umadjunto adverbial.
C)umadjunto adnominal.
D)umvocativo.
E) o núcleo do sujeito.

Questão 11

NÃOfoi listado como causa ou consequência do stress:
A) a mudança do gosto literário.
B) o esquecimento de infantesemcarros.
C) a alienação ao outro.
D) a negligência à família.
E) ausência de humor.
Questão 12

Da oração, "meu filhinho de 6 anos estuda mandarim", é
INCORRETOafirmar:
A) que háumpronome possessivo.
B) que "meu" éumadjunto adnominal.
C) que "de 6 anos" é adjunto adverbial de tempo.
D) que o predicado é verbal.
E) que "mandarim" é objeto direto.

Questão 13

Conjunção que substituiria adequadamente a vírgula em: "Aquilo
ficouemmim, faquinha cravada no peito".
A) conforme.
B) portanto.
C) todavia.
D) como.
E) mas


Questão 14

É CORRETOafirmar sobre a estrutura: "Porque a gente trabalha
demais, se cobra demais e nos cobram...":
A) apresentar desvio na colocação pronominal.
B) apresentar desvio de regência verbal.
C) apresentar desvio ortográfico.
D) apresentar desvio de concordância verbal.
E) apresentar desvio de regência nominal.

Questão 15

Substituiria adequadamente o termo assinalado em: "Um dos
mais detestáveis clichês".
A) mentiras.
B) infâmias.
C) lugar-comum.
D) perfídias.
E) expressões eruditas.

Questão 16

Somente em uma das estruturas o que é pronome relativo,
identifique-a:
A) "O que somos mesmo,...".
B) "Eu digo que é filho de nossa agitação...".
C) "Que pena".
D) Lya Luft fala que viramos robôs.
E) Fala-se que os deuses são culpados.
Questão 17

Houve pluralização do verbo em: "todos nós, homens e
mulheres, botamos nos ombros cruzes de vários tamanhos...".
A) por inadequação de concordância nominal.
B) por falha de concordância verbal.
C) para concordar com homens e mulheres.
D) para concordar com o sujeito "todos nós".
E) para concordar com o objeto "cruzes".

Questão 18

Do fragmento: "Houve uma época em que a gente resolvia, meio
às escondidas, dar uma descansadinha", é INCORRETO
afirmar:
A) o verbo haver é impessoal.
B) o uso de "a gente" indica informalidade.
C) o diminutivo foi usado com conotação afetiva.
D) locuções de base feminina pedem acento grave.
E)em"às escondidas", não deveria estar craseado o “a”.

Questão 19

Levam acento pela mesma regra de "calvície":
A) máximo.
B) também.
C) tragédia.
D) simpáticos.
E) época.

Questão 20
"Algum médico ou psiquiatra diagnostica o stress sempre".Ao se
transformar a estrutura para a voz passiva, obter-se-ia:
A)Ostress é diagnóstico de todo médico ou psiquiatra sempre.
B) Diagnosticar-se-á o stress algum médico ou psiquiatra
sempre.
C) Sempre se diagnosticou por médicos e psiquiatras o stress.
D) Psiquiatra ou médico diagnostica sempre o stress.
E) O stress sempre é diagnosticado por algum médico ou
psiquiatra

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Concursos e vestibulares.

Muitos concursos públicos estão cobrando em seus editais "Leitura, interpretação e compreensão dos mais diversos gêneros textuais". Essa cobrança pode gerar pesadelos naqueles candidatos que não estão habituados a estudar a língua portuguesa ancorada em TEXTOS. Foi-se o tempo em que as regras gramaticais apareciam "nuas e cruas" e descontextualizadas nas provas dos concursos e dos vestibulares. Hoje, a análise, a compreensão do uso dos recursos linguísticos, o reconhecimento do gênero interpretado e a compreensão do emprego dos elementos coesivos no texto, dentre outras, são habilidades básicas para que o candidato obtenha sucesso na prova de língua portuguesa.

Para auxiliá-lo nessa jornada , elaborei uma questão bem simples (nível fácil) para que você possa inciar os seus estudos.

Leia com atenção a Fábula abaixo de ESOPO, que foi adaptada por MONTEIRO LOBATO, e em seguida responda à questão proposta:


A REUNIÃO GERAL DOS RATOS


Há muito tempo, em uma fazenda, um gato, ótimo caçador de ratos, andava fazendo um grande estrago entre a rataria. Caçava tantos ratos que os sobreviventes estavam quase morrendo de fome, pois tinham muito medo de sair de suas tocas.

Como o problema havia atingido grandes proporções, os ratos resolveram marcar um assembleia para tentar encontrar uma saída.

Esperaram uma noite em que o gato dormiu profudamente no topo da chaminé e reuniram-se no celeiro. A apreensão era grande, todos estavam nervosos, mas um rato teve uma ideia e falou: - A melhor maneira de nos defendermos e pendurarmos um sino no pescoço do gato. Assim, quando ele se aproximar, escutaremos o sino e teremos tempo para fugir.

Foi uma grande festa. Todos adoraram a ideia e aprovaram com aplausos. Mas um rato mais velho, que estava em cima de um saco de milho, pediu a palavra e disse: - A ideia é muito boa... é boa sim, mas... Quem é que vai pendurar o sino no pescoço do gato?

Silêncio geral. Um a um, os ratos foram se retirando, e acabou-se a assembleia geral dos ratos.


Moral da história: Fácil é falar, fazer é difícil.


Esopo, Adaptação de Monteiro Lobato.

1) Considerando a mensagem transmitada pela fábula de Esopo, marque a alternativa cujo provérbio popular mais se aproxima da moral do texto.
a) "Em terra de cego quem tem olho é rei."

b) "Cão que ladra não morde."

c) "Agora é tarde, pois Inês já é morta."

d) "Quem não tem cão, caça com gato."

e) "Mais vale um pássaro na mão do que dois voando."




sábado, 3 de outubro de 2009

ENCONTROS VOCÁLICOS

Por esses dias, uma aluna chegou até mim e afirmou categoricamente que ela não poderia ser mais penalizada pela ausência da acentuação das palavras em seus textos. Olhei para a mocinha e perguntei por qual motivo ela dizia aquilo, e, claro, a resposta foi simples e já esperada, a menina disse que a partir do dia 01 de janeiro deste ano entrara em vigor o acordo ortográfico da língua portuguesa e que por conta disso, nenhuma palavra seria mais acentuada, logo, ela estaria livre dos acentos e livre das minhas correções. Outro dia, falando para meus alunos sobre o acordo ortográfico da língua, comentei algo sobre a regra de acentuação dos ditongos abertos em palavras paroxítonas, de lá do meio da sala de aula, perguntaram-me o que era um ditongo e, em seguida, num tom meio que de protesto, outro aluno levantou a mão e perguntou por que as palavras da língua portuguesa deveriam ser acentuadas.
Afirmativas surreais e perguntas bobas? Não, muito pelo contrário, essas perguntas e a afirmativa da mocinha expressam muito bem a angústia das pessoas a respeito desse acordo e a dificuldade em compreendê-lo. Sei que por muito tempo, muita gente ainda vai ver “pelo em ovo” e “chifre em cabeça de vaca”, não só por conta do acordo, mas pela dificuldade que encontram no próprio ensino da língua que, de maneira geral, tem se mostrado problemático em nosso país. Culpa de quem afinal? Certamente, a culpa é de todos nós, mas isso é “pano para manga” em outro “post”.
A questão é que pensando nessas perguntas, resolvi comentar aqui no blog sobre encontros vocálicos, assunto que alguns professores costumam apresentar de forma irônica, nos cursinhos, aos alunos, como um assunto de total responsabilidade das “tias Cotinhas”, “tias Raimundinhas” e “tias Zezinhas”, menosprezando as professoras que nos ensinaram e menosprezando, implicitamente, os aluno que ali estão presentes, afinal, é como se o professor dissesse a eles: “vocês não têm vergonha de perguntar uma bobagem dessas? Isso é assunto lá do primário”.
Pois então, sem preconceitos e sem ironias, disponho-me a falar dos tão esquecidos e, às vezes, odiados encontros vocálicos.
Esse fenômeno ocorre quando em uma palavra os sons vocálicos são pronunciados um imediatamente após o outro. Entende-se como sons vocálicos vogais e semivogais. Sendo que você não pode esquecer que VOGAL é base de sílaba e tem valor 1 e semivogal não é base de sílaba e tem valor ½. Calma, isso não é matemática, mas para que você possa compreender melhor, observe o exemplo abaixo:
CASA: CA – SA
Duas vogais: “a” valor 1 e “a” valor 1, portanto duas sílabas. Por quê? Simples, porque a VOGAL é a única capaz de formar sílaba. Em outras palavras mais populares, digamos que a consoante é como se fosse “um arroz de festa” e a vogal é aquela que realmente importa para a formação da sílaba.
Outro exemplo:
HISTÓRIA: HIS – TÓ – RIA
Três vogais: “i”,“o” e “a”, portanto, três sílabas, certo? Observe que em “RIA” temos
SEMIVOGAL (i) + VOGAL (a), logo temos somente uma sílaba, pois quem de fato importa para a formação de sílaba é quem? Ela, a própria, a VOGAL.

Neste último exemplo, temos um encontro vocálico entre a SEMIVOGAL i e a VOGAL a, esse encontro recebe o nome de DITONGO, mais especificamente, podemos chamá-lo de DITONGO CRESCENTE (do menor ½ - semivogal - para o maior 1 – vogal).
Observe abaixo outros exemplos de palavras em que ocorrem ditongos:
Série: sé – rie
Pai: pai
Deus: Deus
Céu: céu
Notícia: no- ti-cia
Faixa: fai – xá.
Destes exemplos acima, podemos concluir que ditongos são encontros vocálicos que não PODEM ser separados, porque esse encontro é formado por uma VOGAL + SEMIVOGAL (ditongo decrescente) ou por uma SEMIVOGAL + VOGAL (ditongo crescente).
No próximo “post”, continuarei a falar sobre encontros vocálicos.

Abraços

Profª. Andreza Santos.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

SÁTIRA : CHARGES.COM

Pessoas, queria agradecer muito a participação de todos no blog. Obrigada mesmo!

Bom , continuando sobre a saga da reforma e pensando em cutucar um pouquinho mais, resolvi postar um vídeo do CHARGES.COM.BR

Acredito que vocês vão gostar.

Abraços

Profª Andreza